Bela Amargura
como ela é,
não tem definição
possível
Sobre ela
tudo se pergunta,
sobre ela
muito se duvida
É bela, diz o poeta,
mas também lhe chama
amargura
Para uns um mar de rosas
para outros...
viagem dura!
Estar vivo
é graça de Deus,
concordam
os desprendidos.
Mas outros
não dizem o mesmo
Pudera, estão metidos
num mundo
de fantasia
Perdidos
na ilusão
de que têm o mundo na mão!
De Freitas, hoje, 8/10/2008
Arte e Paixão
evasão, distracção
que arrasta ilusão
A alma cresce
e desvanece
como a bola
que entra, não entra
e até desaparece
Bancadas cheias
parecem estantes
de livros presentes
cantando golos,
penaltis falhados,
árbitros bandidos,
e goleadores amados
Dos dirigentes
não reza a história,
não tem de rezar
Os artistas são outros,
os geniais,
que os técnicos
são bestas
após bestiais
Mas todos correm
por uma razão:
Futebol é arte,
Futebol é paixão!
De Freitas 23/4/2006(quando ainda acreditava...)
Etiquetas: poesia
A prova de que não há impossíveis!
Numa altura em que está cada vez mais próximo o meu regresso aos “greens” – as previsões apontam para Janeiro de 2009 -, deixo-vos aqui um dos melhores shots, senão mesmo o melhor, da carreira de Tiger Woods. Foi em 2005, no buraco 16 do Masters de Augusta. Digno de um filme…P.S.: Eu já fiz melhor, mas infelizmente não foram televisionados! :)
http://www.youtube.com/watch?v=gnYSPnNlWrw&feature=related
O Amor em visita...
O AMOR EM VISITA...
Dai-me uma jovem mulher com sua harpa de sombra
e seu arbusto de sangue. Com ela
encantarei a noite.
Dai-me uma folha viva de erva, uma mulher.
Seus ombros beijarei, a pedra pequena
do sorriso de um momento.
Mulher quase incriada, mas com a gravidade
de dois seios, com o peso lúbrico e triste
da boca. Seus ombros beijarei.
Cantar? Longamente cantar,
Uma mulher com quem beber e morrer.
Quando fora se abrir o instinto da noite e uma ave
o atravessar trespassada por um grito marítimo
e o pão for invadido pelas ondas,
seu corpo arderá mansamente sob os meus olhos palpitantes
ele - imagem inacessível e casta de um certo pensamento
de alegria e de impudor.
Seu corpo arderá para mim
sobre um lençol mordido por flores com água.
Ah! em cada mulher existe uma morte silenciosa;
e enquanto o dorso imagina, sob nossos dedos,
os bordões da melodia,
a morte sobe pelos dedos, navega o sangue,
desfaz-se em embriaguez dentro do coração faminto.
- Ó cabra no vento e na urze, mulher nua sob
as mãos, mulher de ventre escarlate onde o sal põe o espírito,
mulher de pés no branco, transportadora
da morte e da alegria.
Dai-me uma mulher tão nova como a resina
e o cheiro da terra.
Com uma flecha em meu flanco, cantarei.
E enquanto manar de minha carne uma videira de sangue,
cantarei seu sorriso ardendo,
suas mamas de pura substância,
a curva quente dos cabelos.
Beberei sua boca, para depois cantar a morte
e a alegria da morte.
Dai-me um torso dobrado pela música, um ligeiro
pescoço de planta,
onde uma chama comece a florir o espírito.
À tona da sua face se moverão as águas,
dentro da sua face estará a pedra da noite.
- Então cantarei a exaltante alegria da morte.
Nem sempre me incendeiam o acordar das ervas e a estrela
despenhada de sua órbita viva.
- Porém, tu sempre me incendeias.
Esqueço o arbusto impregnado de silêncio diurno, a noite
imagem pungente
com seu deus esmagado e ascendido.
- Porém, não te esquecem meus corações de sal e de brandura.
Entontece meu hálito com a sombra,
tua boca penetra a minha voz como a espada
se perde no arco.
E quando gela a mãe em sua distância amarga, a lua
estiola, a paisagem regressa ao ventre, o tempo
se desfibra - invento para ti a música, a loucura
e o mar.
Toco o peso da tua vida: a carne que fulge, o sorriso,
a inspiração.
E eu sei que cercaste os pensamentos com mesa e harpa.
Vou para ti com a beleza oculta,
o corpo iluminado pelas luzes longas.
Digo: eu sou a beleza, seu rosto e seu durar. Teus olhos
transfiguram-se, tuas mãos descobrem
a sombra da minha face. Agarro tua cabeça
áspera e luminosa, e digo: ouves, meu amor?, eu sou
aquilo que se espera para as coisas, para o tempo -
eu sou a beleza.
Inteira, tua vida o deseja. Para mim se erguem
teus olhos de longe. Tu própria me duras em minha velada beleza.
Então sento-me à tua mesa. Porque é de ti
que me vem o fogo.
Não há gesto ou verdade onde não dormissem
tua noite e loucura,
não há vindima ou água
em que não estivesses pousando o silêncio criador.
Digo: olha, é o mar e a ilha dos mitos
originais.
Tu dás-me a tua mesa, descerras na vastidão da terra
a carne transcendente. E em ti
principiam o mar e o mundo.
Minha memória perde em sua espuma
o sinal e a vinha.
Plantas, bichos, águas cresceram como religião
sobre a vida - e eu nisso demorei
meu frágil instante. Porém
teu silêncio de fogo e leite repõe
a força maternal, e tudo circula entre teu sopro
e teu amor. As coisas nascem de ti
como as luas nascem dos campos fecundos,
os instantes começam da tua oferenda
como as guitarras tiram seu início da música nocturna.
Mais inocente que as árvores, mais vasta
que a pedra e a morte,
a carne cresce em seu espírito cego e abstracto,
tinge a aurora pobre,
insiste de violência a imobilidade aquática.
E os astros quebram-se em luz sobre
as casas, a cidade arrebata-se,
os bichos erguem seus olhos dementes,
arde a madeira - para que tudo cante
pelo teu poder fechado.
Com minha face cheia de teu espanto e beleza,
eu sei quanto és o íntimo pudor
e a água inicial de outros sentidos.
Começa o tempo onde a mulher começa,
é sua carne que do minuto obscuro e morto
se devolve à luz.
Na morte referve o vinho, e a promessa tinge as pálpebras
com uma imagem.
Espero o tempo com a face espantada junto ao teu peito
de sal e de silêncio, concebo para minha serenidade
uma ideia de pedra e de brancura.
És tu que me aceitas em teu sorriso, que ouves,
que te alimentas de desejos puros.
E une-se ao vento o espírito, rarefaz-se a auréola,
a sombra canta baixo.
Começa o tempo onde a boca se desfaz na lua,
onde a beleza que transportas como um peso árduo
se quebra em glória junto ao meu flanco
martirizado e vivo.
- Para consagração da noite erguerei um violino,
beijarei tuas mãos fecundas, e à madrugada
darei minha voz confundida com a tua.
Oh teoria de instintos, dom de inocência,
taça para beber junto à perturbada intimidade
em que me acolhes.
Começa o tempo na insuportável ternura
com que te adivinho, o tempo onde
a vária dor envolve o barro e a estrela, onde
o encanto liga a ave ao trevo. E em sua medida
ingénua e cara, o que pressente o coração
engasta seu contorno de lume ao longe.
Bom será o tempo, bom será o espírito,
boa será nossa carne presa e morosa.
- Começa o tempo onde se une a vida
à nossa vida breve.
Estás profundamente na pedra e a pedra em mim, ó urna
salina, imagem fechada em sua força e pungência.
E o que se perde de ti, como espírito de música estiolado
em torno das violas, a morte que não beijo,
a erva incendiada que se derrama na íntima noite
- o que se perde de ti, minha voz o renova
num estilo de prata viva.
Quando o fruto empolga um instante a eternidade
inteira, eu estou no fruto como sol
e desfeita pedra, e tu és o silêncio, a cerrada
matriz de sumo e vivo gosto.
- E as aves morrem para nós, os luminosos cálices
das nuvens florescem, a resina tinge
a estrela, o aroma distancia o barro vermelho da manhã.
E estás em mim como a flor na ideia
e o livro no espaço triste.
Se te apreendessem minhas mãos, forma do vento
na cevada pura, de ti viriam cheias
minhas mãos sem nada. Se uma vida dormisses
em minha espuma,
que frescura indecisa ficaria no meu sorriso?
- No entanto és tu que te moverás na matéria
da minha boca, e serás uma árvore
dormindo e acordando onde existe o meu sangue.
Beijar teus olhos será morrer pela esperança.
Ver no aro de fogo de uma entrega
tua carne de vinho roçada pelo espírito de Deus
será criar-te para luz dos meus pulsos e instante
do meu perpétuo instante.
- Eu devo rasgar minha face para que a tua face
se encha de um minuto sobrenatural,
devo murmurar cada coisa do mundo
até que sejas o incêndio da minha voz.
As águas que um dia nasceram onde marcaste o peso
jovem da carne aspiram longamente
a nossa vida. As sombras que rodeiam
o êxtase, os bichos que levam ao fim do instinto
seu bárbaro fulgor, o rosto divino
impresso no lodo, a casa morta, a montanha
inspirada, o mar, os centauros do crepúsculo
- aspiram longamente a nossa vida.
Por isso é que estamos morrendo na boca
um do outro. Por isso é que
nos desfazemos no arco do verão, no pensamento
da brisa, no sorriso, no peixe,
no cubo, no linho, no mosto aberto
- no amor mais terrível do que a vida.
Beijo o degrau e o espaço. O meu desejo traz
o perfume da tua noite.
Murmuro os teus cabelos e o teu ventre, ó mais nua
e branca das mulheres. Correm em mim o lacre
e a cânfora, descubro tuas mãos, ergue-se tua boca
ao círculo de meu ardente pensamento.
Onde está o mar? Aves bêbedas e puras que voam
sobre o teu sorriso imenso.
Em cada espasmo eu morrerei contigo.
E peço ao vento: traz do espaço a luz inocente
das urzes, um silêncio, uma palavra;
traz da montanha um pássaro de resina, uma lua
vermelha.
Oh amados cavalos com flor de giesta nos olhos novos,
casa de madeira do planalto,
rios imaginados,
espadas, danças, superstições, cânticos, coisas
maravilhosas da noite. Ó meu amor,
em cada espasmo eu morrerei contigo.
De meu recente coração a vida inteira sobe,
o povo renasce,
o tempo ganha a alma. Meu desejo devora
a flor do vinho, envolve tuas ancas com uma espuma
de crepúsculos e crateras.
Ó pensada corola de linho, mulher que a fome
encanta pela noite equilibrada, imponderável -
em cada espasmo eu morrerei contigo.
E à alegria diurna descerro as mãos. Perde-se
entre a nuvem e o arbusto o cheiro acre e puro
da tua entrega. Bichos inclinam-se
para dentro do sono, levantam-se rosas respirando
contra o ar. Tua voz canta
o horto e a água - e eu caminho pelas ruas frias com
o lento desejo do teu corpo.
Beijarei em ti a vida enorme, e em cada espasmo
eu morrerei contigo.
Herberto Helder
FC Porto na liderança
O FC Porto venceu o Sporting, por 2-1, em Alvalade, e ascendeu ao primeiro lugar da Liga portuguesa, 35 dias depois de ter ocupado essa posição. Tal como Lucho tinha prometido, acabou por ser o Sporting a “pagar a factura” do mau jogo com o Arsenal. Bruno Alves, defesa dos azuis e brancos, voltou a mostrar nesta partida a sua apetência para a marcação de livres. Este triunfo permitiu aos Dragões assumirem a liderança isolada do campeonato, depois do Benfica ter deixado escapar o triunfo nos últimos minutos em Matosinhos, frente ao Leixões (1-1). A classificação está assim ordenada: 1ª FC Porto (11 pontos), 2º Nacional, Estrela e Leixões (10), 5º Benfica e Sporting (9).
PERGUNTA AO MELRO SOBRE A CRISE FINANCEIRA
Hipocrisia
na noite
à deriva
Procurando
uma causa
perdida
Busco a luz
lá no fundo
e a chama
que me introduz
neste pequeno mundo
Lembro o tempo
em que via
ao longe
a hipocrisia
Lembro de relance
a idade
em que todos
falavam verdade
Agora só sei
que nada vejo
Vou andando
desiludido
mas agarro-me
ao meu desejo
de um dia
ainda ver
(se a verdade for
como o azeite)
muita gente a sofrer
por não haver
quem a aceite
Pois é triste
ver a miséria
daqueles que
a pobreza atacou
pouco querem
e nada têm
e mesmo sentados
à mesa
sabem que o pão acabou
Mas mais triste
que tudo isso
são aqueles
que vegetam
e diante de todos
se curvam
Oh, vida
que nada vales
Oh gente
que nada sentes
Com estes
tu não te rales
Com estes
não te alimentes!
(De Freitas, 2003)
ser tripeiro
toda a vida em movimento
nas pontas o horizonte
no meio o...sofrimento!
E no rio que corre p'ra Foz
a sofreguidão apressada
como se falasse de nós
e da nossa vida agitada
Ao fundo aparece o mar
que a todos nos faz sonhar
com o que gostaríamos de ter
Momento de pausa na dor
deste povo trabalhador
que tripeiro gosta de ser!
(De Freitas, 1999)
IPHONE
O último "reforço" de Abramovich
"Eclipse" é a última excentricidade do multimilionário russo Roman Abramovich. O dono do Chelsea voltou a abrir os cordões à bolsa, mas os adversários dos “blues” podem estar descansados porque não se trata de mais um reforço para o clube londrino. Desta vez, o multimilionário russo vai gastar nada mais, nada menos do que 255 milhões de euros para comprar um mega-iate, o maior jamais construído. A embarcação terá 167 metros de comprimento - mais 4,5 metros do que o iate do Emir do Dubai, até agora o maior do Mundo -, e para além de todos os luxos, possui também um sistema anti-míssil, vidros à prova de bala, dois helicópteros e um submarino para fuga em caso de ataque terrorista... O nome (Eclipse) não foi escolhido à toa, já que Roman Abramovich pretende “eclipsar” qualquer outra embarcação particular. O mega-iate está a ser construído nas oficinas navais de Hamburgo, as mesmas que criaram “Bismarck”, o potente couraçado mandado construir por Hitler, que foi afundado pela Royal Navy em 1941, e estará pronto no próximo Verão. Depois do Pelorus, do Ecstasea e do Sussurro, os três anteriores iates do magnata russo, eis que Abramovich avançou para o quarto, o maior de todos.
Cagliari - Italia
Cagliari (antigamente chamada de Karalis) era habitada por tribos sardas. Mais tarde os Fenícios colonizaram a Sardenha e no século V a.C. passou aos Cartagineses, e nesse período a cidade teve um rápido desenvolvimento. No ano de 238 a.C. Cagliari passou aos Romanos (junto com o resto da Sardenha e da Córsega). Em meados do século V d.C. foi ocupada por Vândalos e mais tarde foi conquistada por JustinianoAgueda
A cidade é atravessada pelo rio do mesmo nome, espraiando o seu casario por uma leve encosta num amplo vale a 31 metros de altitude. É um importante centro comercial e industrial de uma área agrícola extremamente fértil na produção de milho, fruta, vinho e madeira.Tem muito desenvolvida a metalomecânica, o fabrico de motores para velocípedes e de materiais de construção, e o fabrico de bicicletas. A actividade económica merece-lhe o epíteto de «terra das ferragens» por ser este, a par do fabrico de motociclos o sector industrial privilegiado
Há precisamente um ano...
Faz hoje 1 ano
Ilusões
Águia volta a voar!
Depois da vitória no dérbi lisboeta, o Benfica voltou a mostrar que o gigante adormecido parece estar a acordar... Os encarnados garantiram ontem o apuramento para a fase de grupos da Taça UEFA ao eliminarem o Nápoles e tal como no jogo com o Sporting, o internacional espanhol Reyes voltou a revelar-se decisivo. Já ninguém se recorda da saída de Rodriguez para o FC Porto... Destaque também para o apuramento do Braga, que não deu qualquer hipótese na eliminatória com o Artmedia. Pior sorte tiveram Guimarães, Maritimo e Setubal. Já na Liga dos Campeões, o Sporting somou terça-feira a primeira vitória na presente edição da prova milionária ao derrotar o Basileia, enquanto no dia seguinte o FC Porto foi literalmente humilhado, frente ao Arsenal.
Medicina
OBSTETRÍCIA
* Doutor, quando eu era solteira tive que abortar 6 vezes. Agora que casei, Não consigo engravidar. Qual é a razão?
* É muito comum. O problema é que você não reproduz em cativeiro.
PSICO-PATOLOGIA
* Dr., tenho tendências suicidas. O que faço?
* Em primeiro lugar, e antes que seja tarde, pague a consulta.
CUIDADOS INTENSIVOS
A senhora chega ao hospital e pergunta:
* Doutor, eu sou a esposa do Zé que sofreu um acidente; como é que ele está?
* Bem, da cintura para baixo ele não teve nem um arranhão.
* Que alegria.. E da cintura para cima?
* Não sei, ainda não trouxeram essa parte.
CIRURGIA
Após a cirurgia:
* Doutor, sei que vocês médicos se vestem de branco.
Mas por que essa luz tão forte?
* Meu filho, eu sou São Pedro.
ANÁLISES CLÍNICAS
* Doutor, o que eu tenho?
* Não sei, mas fique tranquilo, em caso de dúvida vamos descobrir na autópsia.
FARMÁCIA
Na farmácia, um homem entra a correr:
* Rápido, dê-me um remédio para a diarreia.
Uma hora depois, o farmacêutico verifica que se enganou e entregou um forte calmante. Mais uma hora, volta o paciente.
O farmacêutico pergunta:
* Como você está?
* Todo cagado, mas calminho, calminho...
