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Uma lenda "gullwing"

México

A Cidade do México foi fundada pelos Astecas e corresponde à antiga Tenochtitlán, que exerceu desde os tempos coloniais uma notável influência intelectual em toda a América espanhola. Nessa época, com mais de 250 mil habitantes, a cidade já figurava entre as maiores do mundo.
Esta antiga cidade correspondeu ao centro do
Império Asteca ou Mexica. Foi fundada por Tenoch, no século XIV, quando uma das ilhas do lago Texcoco foi ocupada por um grupo de antigos mexicas. A ilha estava ligada por três calçadas a terra firme e era protegida por um sistema de diques. As calçadas Iztapalapa, por onde entraram os espanhóis, Tlacopan, por onde Hernán Cortés fugiu, e Guadalupe, eram atravessadas por canais e decoradas por jardins flutuantes. A povoação possuía estradas, estreitas e sinuosas, interceptadas por canais labirínticos, palácios e templos. A disposição dos bairros residenciais refletia a estratificação social. O centro era "Teocalli", templo dedicado aos deuses guerreiro e da chuva

E o burro sou eu?

Sei que devem estar fartos de ouvir falar de futebol, mas a exibição de ontem de Portugal, frente à “poderosa” Albânia, de qualificação para o Mundial’2010, tirou-me do sério. Fiquei mesmo com vontade de dizer: “Volta Scolari!”. Sim, esse mesmo que enquanto esteve à frente da Selecção das Quinas nunca recolheu um apoio unânime dos portugueses. Ou era porque não convocava Baia, ou porque quando anunciava a convocatória não falava sobre os não convocados, ou porque Portugal jogava mal, ou porque o ordenado que auferia era bastante elevado e era pago com o dinheiro dos contribuintes… Ok, sou obrigado a concordar que Portugal não apresentava um futebol vistoso e que Scolari não percebia nada de tácticas, mas uma coisa é certa: nunca os portugueses e os jogadores estiveram tão unidos em torno da Selecção. Eram tempos que me faziam recordar de um dos lemas do Curral da Mula: “Connosco quem quiser, contra nós quem puder”. Os resultados alcançados durante a era Scolari provam isso mesmo. Vice-campeão no Euro’2004? “É preciso ser muito mau para com uma equipa acabada de conquistar a Liga dos Campeões não vencer um Europeu em casa”. 4ª lugar no Mundial’2006? “Como é que voltamos a deixar escapar uma oportunidade destas com a melhor equipa de sempre”. Quartos-de-final no Euro’2008? “Eu bem avisei que com Scolari não íamos longe”. Está sempre tudo mal, mas já normal dos portugueses esta ingratidão! Claro que o facto de Portugal já ter sido Campeão do Mundo 15 vezes e Europeu 20 vezes aumenta as exigências dos adeptos. Ai não, desculpem, esses resultados aconteceram no… Hóquei em Patins. Pois é, em futebol Portugal nunca venceu nenhuma competição internacional, mas todos acham que somos os melhores do Mundo. Tudo bem, acho que devemos ser ambiciosos e desejar o topo do Mundo, mas temos de ter os pés bem assentes no chão e ser realistas. Somos uma das melhores selecções do Mundo, mas como nós há muitas (Espanha, Alemanha, Itália, França, Inglaterra, Holanda, etc…)
Por causa dessas críticas sempre desejei a saída de Scolari apenas por um motivo: tinha curiosidade em ver como ira reagir a Selecção. Eu avisava: “Quando Scolari sair, arriscamo-nos a nem ir às fases finais…”. Isto deixa-me muito triste, mas não é que se calhar não vamos mesmo?
Todos adoravam Carlos Queiroz, o adjunto de Alex Ferguson no Manchester United. Sim, esse mesmo que depois de se sagrar bicampeão de Mundo de sub-20, deixou a Selecção Nacional em 1994 dizendo que estava farto da “porcaria”. Esse mesmo que com os galácticos do Real Madrid conseguiu ser despedido. Esse mesmo que apenas às custas de ser adjunto do Manchester United, ou seja, sem grandes responsabilidades, conseguiu reerguer a sua carreira. “É o melhor, conhece bem o Ronaldo e o Nani”, “É de uma pessoa como essa que estávamos a precisar”, “Agora é que vai ser”, disseram. Pois bem, Carlos Queiroz chegou, e ao contrário de Scolari não dá conferências de Imprensa a anunciar os convocados – anuncia-os no site da Federação e curiosamente também não fala sobre os não convocados -, tal como Scolari joga mal, mas ao contrário do brasileiro não ganha jogos – não, desculpem, já ganhou às respeitosas Ilhas Féroe e Malta… Ainda para mais, depois da esplendorosa exibição de ontem em Braga, nem se dignificou a dar uma explicação aos portugueses no “flash-interview” após o final do jogo. Simplesmente… não apareceu. Espero estar enganado em relação às qualidades de Carlos Queiroz. Espero mesmo que isto não passe de uma fase de negativa e que Portugal regresse o mais rapidamente possível, mas quem se deve estar a rir neste momento é Scolari, líder do campeonato inglês e com um contrato bem mais chorudo do que aquele que auferia em Portugal. “E o burro sou eu?”

David vence (novamente) Golias

Devin Harris, base titular dos New Jersey Nets e uma das estrelas emergentes da NBA, foi humilhado, num “playground” de Londres, onde algumas das equipas que disputam a liga norte-americana estão a realizar uma tournée europeia de exibição. O milionário jogador de 25 anos e 1,91m esteve muito aquém do esperado e foi mesmo surpreendido num desafio de “um contra um” por um jovem chamado Stuart Tanner, vestido de calças de ganga e sweatshirt (!). A forma como o desconhecido Tanner, agora uma lenda do basquetebol de rua londrino, ultrapassa o base dos Nets, que na última temporada teve uma média de 14,8 pontos e 5,8 assistências, é de outro mundo… Ver para crer.

http://www.youtube.com/watch?v=Ysv3v7uXblw

Quebra-Cabeças II

Anorexia


Ache outros vídeos como este em I HAVE THE POWER

Anorexia

Disseram-me que eu ia morrer, mas não me perguntaram se eu tinha medo da morte .

Pensar enlouquece, pensa nisso...

Pensar é estar doente dos olhos.

25

Tempos estranhos esses desse quarto de século.
Não que antes tenha sido diferente, mas acho que muito mais pelo contexto, pelos acontecimentos inesperados, pelas surpresas que não acabam de brotar.
Tenho sido tão eu ultimamente que me tenho desconhecido. Por estar assim tão próxima de mim, dos meus sentimentos, sinto que nunca estive tão mergulhada na minha existência, nas minhas próprias angústias e tensões diárias.
Experimento nessa minha primeira maturidade (talvez) algo de que tenho certeza de não poder esquecer jamais.
Acordo com a mente voltada para o Norte e vou dormir com ela para Sul, assim, como quem passeia pelo mundo num só dia. Tempo de estar numa mesma esfera, desprotegida do conhecido lado cómodo, das certezas, dos sonhos criados e mantidos como únicos e possíveis.
Descubro, a cada dia dos meus 25 anos as imensas possibilidades, a grandiosidade da vida e os seus infinitos caminhos, nada comparado ao que sempre pensei.
A vida sempre me veio numa caixinha, embalada com um laço de fita rosa, acomodada na mais profunda protecção da prateleira do meu quarto.
A minha surpresa diária é descobrir o que de facto leio tanto, ouço tanto, mas não tinha compreendido até então.
Não tenho o menor controlo sobre minha vida.
Por mais que tenha as escolhas, e estas são também estranhos rumos que surgem no meio das confusas situações, a minha vida é uma zebra: indomesticável.
Então, feita essa desconhecida-conhecida descoberta, resta-me apenas domesticar a minha natureza na aceitação do inevitável. E isso custa mais do que tudo.
Não é só saber a existência do descontrole, é travar uma batalha diária mente-corpo-universo no caminho da aceitação do irreprimível. É tentar domar o meu lado mais humano, egoísta, que acha que pode e manda, que faz e desfaz.
Nos meus 25 anos descubro que não sou criadora, sou só criatura.

QUEBRA-CABEÇAS

Finalmente vou explicar. É que já não aguantava tanta pressão alta por parte do Zé Manel, que com diagonais incisivas e desmarcações de ruptura, massacrou nos últimos dias o meu último reduto (Olé Freitas Lobo, olé!). E, para além dele, o Tito sempre a ocupar espaços vazios e a fazer as transições para a resposta diariamente, o que só posso louvar, uma vez que denota excelente condição física, persistência e grande performance táctica (toma Rui Santos, toma!).
Pronto acabou o tempo. O àrbitro apitou e os jogadores recolheram às cabinas sem passar, qual Carlos Queiroz, pelo infeliz e anafado reporter do flasf-interview desolado e a olhar para os lados na procura de um interveniente qualquer, que até podia ser um tal de Madail a sair da casa de banho para onde se deslocou antes do jogo terminar...

Pode ou não pode o mesmo jogador marcar três golos consecutivos sem que outro toque na bola? (Oficialmente, porque ir apanhá-la dentro da baliza não conta, vocês perceberam...)

Pode.

Então é assim: (dava jeito um desenho da linha do meio campo, mas, como não há, vocês depois explicam-se)

1- O nosso goleador vem ajudar a sua defesa e... faz um autogolo (novo acordo ortográfico, atenção)
2- A bola vai ao centro para se reatar a partida e o nosso goleador é que a vai tocar para a frente. Ao apito do árbitro e quando ele toca na bola, um adversário agride um colega de equipa do goleador junto a linha do meio campo ( estão a ver? ali pela confluência com o grande círculo). O arbitro interrompe e marca livre directo. O nosso goleador ( dono da bola, o que marca tudo, como o Cristiano Ronaldo) marca o livre directamente e...obtem golo ( um grande frango , por exemplo). O árbitro valida o golo e dá por terminada a primeira parte...
3- Recomeça a segunda parte e a bola de saída é da equipa do nosso grande goleador. Repete-se a cena contada em dois. Novo perú do guarda-redes contrário ou...bola no angulo. 3-0 (hat-trick)

Reconheço que a dificuldade era grande. Prometo trazer mais.

Abreijos Curralenses para todos

Uma lenda "gullwing"

Freitas

Será um "post" pequeno mas de intensidade sentida.

Os meus parabéns ao Freitas.
Foi, está a ser e será, certamente, uma lufada de ar fresco no nosso velhinho blog.
A dinâmica está contigo.. os textos são inebriantes.. os comentários arroubam.. mas há uma coisa que não me sai da cabeça: Afinal, pode ou não um jogador marcar três golos consecutivos, numa só partida, sem que nenhum outro toque na bola?!?!?!

Hehehe...

Um bem haja ao Freitas!!!

Exemplos de vida

Lance Armstrong anunciou que vai regressar à competição no próximo ano. O ciclista norte-americano, de 37 anos, retirado desde o dia 18 de Abril de 2005, entrou para a história da modalidade ao estabelecer um recorde de sete vitórias consecutivas (1999 a 2005) na Volta a França, a principal prova do calendário da UCI (União Ciclista Internacional). Isto depois de ter vencido a maior luta da sua vida.
Após se ter estreado como profissional em 1992, Lance Armstrong começou rapidamente a emergir no pelotão internacional e atingiu o ponto mais alto da sua carreira, três anos depois, com a vitória no Cameonato do Mundo, em Oslo. No entanto, em Outubro de 1996, após ter vindo a observar uma grande inflamação na virilha - habituado a ignorar a dor, o norte-americano não lhe deu importância, até que começou a vomitar sangue, a ter perdas de visão e enxaquecas -, foi-lhe diagnosticado um cancro nos testículos, com ramificações no cérebro, nos pulmões e no abdómen. Deram-lhe 50% de hipóteses de sobrevivência e poucos anos de vida. "Na verdade, o seu caso tinha apenas 10% de hipóteses de sobrevivência", disseram-lhe mais tarde.
Depois de duas operações de emergência e vários meses de quimioterapia, Lance Armstrong conseguiu superar a doença, mas teve alguns problemas no regresso à competição. Para sua grande surpresa a sua equipa de então, a Cofidis, quis-lhe diminuir o ordenado para menos de metade. Lance não aceitou e ofereceu-se à Mapei e à Rabobank, mas estes alegaram que “um atleta em fase terminal, que poderia morrer a qualquer momento, seria má publicidade para a equipa!”. A sua determinação e vontade de vencer convenceram a US Postal e os resultados ficaram à vista! O segredo? “Sofri muito em cima de uma bicicleta, mas aprendi o que é o verdadeiro sofrimento: ter uma doença mortal, viver o dia-a-dia angustiado, sem força e psicologicamente derrotado. Talvez essa seja a razão de ter conseguido esses resultados”, vincou Armstrong, acrescentando: “É irónico, mas costumava andar de bicicleta para ganhar a vida e agora apenas quero viver para poder andar nela”.
Retirado da competição desde a última vitória no Tour (2005), o “Super-homem”, nome porque também é conhecido, anunciou, para surpresa de muitos, o regresso ao ciclismo no próximo ano. O seu principal desafio será “colocar o cancro num nível global”. "Só neste ano, cerca de oito milhões de pessoas vão morrer de cancro em todo o Mundo...”, lembrou.
Um exemplo de que com vontade e determinação podemos superar os nossos maiores problemas e que, também, às vezes damos demasiada importância a coisas sem significância.
Um abraço!

Off-shore de palavras

A vida é algo inconsequível que torna as pessoas um bocado abronóxicas.

P.S Frase proferida por um doente internado em psiquiatria, mas que eu compreendo na integra. Escusam de procurar nos dicionários, porque inconsequível e abronóxico, pura e simplesmente não existem.

O "OTOCARRO"

Quem nunca esperou pelo “otocarro” ponha o dedo no ar!
Os segundos parecem minutos, os minutos horas, as horas dias, os dias semanas, (vale a pena continuar!?)
Tento encontrar - no meio de tanta tralha que trago na carteira - o MP3.
Encontro. Está sem pilhas…
Procuro pilhas.
Masco uma chiclete de laranja (gorila, quem não se lembra…).
Os pés reclamam dos saltos altos ao fim de um dia de trabalho.
Sento-me no banco rabiscado da paragem.
“Amo-te Tina” – dizia.
Já lá vão 20 minutos de espera.
Colo sorrateiramente a chiclete debaixo do banco. Não cola!
Tiro um cigarro… Falta o isqueiro. Está algures no meio da tralha da carteira.
Peço lumes.
Numa ultrapassagem “pela direita” um carro apressado passa numa poça de agua, e encharca-me generosamente!
Já estava molhada e já, chove desde manha e odeio guarda-chuvas.
Apercebo-me que a minha chiclete é uma, no meio de infinitas no chão.
Acabam-se as pilhas.
Cedo o lugar a uma idosa carregada de sacos.
Estou inquieta.
Procuro o isqueiro para acender outro cigarro.
Desisto.
Atravesso a rua e vou à tabacaria comprar uma revista.
O sinal está verde, chega o “otocarro”, não consigo atravessar.
Corro, corro, tropeço... não caio.
O motorista apercebe-se e pára.
Estou sôfrega mas agradecida.
Já sentada, depois de seguir 15 minutos de viagem em pé, encosto a cabeça ao vidro e adormeço.
Tranquila no meu sono leve, esqueço os 35 minutos de espera.


Assim é o Amor.

Passamos a vida toda à espera que apareça.
Até ele chegar, vivemos ilusões, surgem os obstáculos, contratempos, azares, vê-mos os outros felizes e a felicidade não bateu ainda à nossa porta.
Pensamos em desistir.
Sofremos… e a espera, desespera.
Ao encontra-lo, lutamos e “corremos” atrás.
Depois de conseguido, relaxamos e esqueçemos tudo o que passamos até ali...
Um dia disseram-me que o Amor, mesmo depois de encontrado, deve ser uma procura constante.
No dia em que deixarmos de “correr” ele escapa-se.

Lia

Convidei uma amiga minha, a escrever no blog, a Lia.
Gosto muito dos textos que ela escreve, pelo que espero partilhem do mesmo gosto.

Angola

Proposta para nova bandeira de Angola. 

Crise

A crise não apareceu agora, a crise não é financeira, a crise é de valores. São aqueles que nos bajulam enquanto somos chefes, são aqueles que nos elogiam para serem promovidos, são aqueles que nos traem na primeira oportunidade para ocuparem os nossos lugares. A crise começou com esta gente, desprovida de valores, educadas no vale tudo, até tirar olhos. A crise financeira de quem investe na "pochete" de Lisboa não é nada, comparada com esta gentalha, diria, com esta canalha.
Mas eles não vão perder pela demora, e sabem que mais? Não vai faltar muito, para começar a crise deles e ironia das ironias, nós vamos estar cá para assistir ao seu funeral. R.I.P.

Obrigado por seres meu amigo.

"Os amigos de primeira água são raros e para toda a vida. São aqueles que nos criticam em privado e nos defendem sempre em público. Vibram com os nossos sucessos e revitalizam-nos nos nossos falhanços. Lembram-se de conhecer a pessoa tal e marcam almoço para nos encontramos. Telefonam a outros amigos se nos vêem em baixo e pedem-lhes que nos prestem atenção. Escrevem-nos do outro lado do mundo onde estão a passar umas férias fabulosas. Vão dormir a nossa casa se temos medo de ficar sozinhos. São meigos sem ser colas e preocupados sem paternalismos.
Podem ser os nossos pais, os irmãos, primos, antigos colegas de escola ou até antigos amores. Podem viver no Ruanda ou trabalhar 14 horas por dia , mas têm sempre disponibilidade para nós.
São poucos os amigos assim.
Mas quem tem poucos amigos assim, tem muitos. E quem tem muitos não tem nenhum."

Para os Trintões (e não só...)

Por NUNO MARKL...

http://mail.google.com/mail/?ui=1&realattid=0.0.4&attid=0.0.2&disp=emb&view=att&th=11afcba12b9a3348

A juventude de hoje, na faixa que vai até aos 20 anos, está perdida.
E está perdida porque não conhece os grandes valores que orientaram os que hoje rondam os trinta.
O grande choque, entre outros nessa conversa, foi quando lhe falei no "Tom Sawyer".
- 'Quem?' - perguntou ele.

Quem?! Ele não sabe quem é o "Tom Sawyer"! Meu Deus... Como é que ele consegue viver com ele mesmo?
A própria música: 'Tu que andas sempre descalço, Tom Sawyer, junto ao rio a passear, Tom Sawyer, mil amigos deixarás, aqui e além...' era para ele como o hino senegalês cantado em mandarim.

Claro que depois dessa surpresa, ocorreu-me que provavelmente ele não conhece outros ícones da juventude de outrora.
O "D'Artacão", esse herói canídeo, que estava apaixonado por uma caniche; "Sebastien et le Soleil", combatendo os terríveis "Olmecs"; "Galáctica", que acalentava os sonhos dos jovens, com as suas naves triangulares; O "Automan", com o seu Lamborghini que dava curvas a noventa graus; O mítico "Homem da Atlântida", com o Patrick Duffy e as suas membranas no meio dos dedos; A "Super Mulher", heroína que nos prendia à televisão só para a ver mudar de roupa (era às voltas,lembram-se?); "O Barco do Amor", que apesar de agora reposto na SIC Radical, não é a mesma coisa. Naquela altura era actual...
E para acabar a lista, a mais clássica de todas as séries, e que marcou mais gente numa só geração: O "Verão Azul".
Ora bem, quem não conhece o "Verão Azul" merece morrer. Quem não chorou com a morte do velho Shanquete, não merece o ar que respira. Quem, meu Deus, não sabe assobiar a música do genérico, não anda cá a fazer nada.

Depois há toda uma série de situações pelas quais estes jovens não passaram, o que os torna fracos: Ele nunca subiu a uma árvore!
E pior, nunca caiu de uma. É um mole.
Ele não viveu a sua infância a sonhar que um dia ia ser duplo de cinema.
Ele não se transformava num super-herói quando brincava com os amigos.
Ele não fazia guerras de cartuchos, com os canudos que roubávamos nas obras e que depois personalizávamos.
Aliás, para ele, é inconcebível que se vá a uma obra.
Ele nunca roubou chocolates no "Pingo-Doce". O Bate-pé para ele é marcar o ritmo de uma canção.

Confesso, senti-me velho...
Esta juventude de hoje está a crescer à frente de um computador.
Tudo bem, por mim estão na boa, mas é que se houver uma situação de perigo real, em que tenham de fugir de algum sítio ou de alguma catástrofe, eles vão ficar à toa, à procura do comando da Playstation e a gritar pela Lara Croft.

Óbvio, nunca caíram quando eram mais novos. Nunca fizeram feridas, nunca andaram a fazer corridas de bicicleta uns contra os outros.
Hoje, se um miúdo cai, está pelo menos dois dias no hospital, a levar pontos e fazer exames a possíveis infecções, e depois está dois meses em casa fazer tratamento a uma doença que lhe descobriram por ter caído.
Doenças com nomes tipo 'Moleculum infanticus', que não existiam antigamente.
No meu tempo, se um gajo dava um malho muitas vezes chamado de 'terno' nem via se havia sangue, e se houvesse, não era nada que um bocado de terra espalhada por cima não estancasse.

Eu hoje já nem vejo as mães virem à rua buscar os putos pelas orelhas, porque eles estavam a jogar à bola com os ténis novos.
Um gajo na altura aprendia a viver com o perigo.
Havia uma hipótese real de se entrar na droga, de se engravidar uma miúda com 14 anos, de apanharmos tétano num prego enferrujado, de se ser raptado quando se apanhava boleia para ir para a praia.
E sabíamos viver com isso. Não estamos cá? Não somos até a geração que possivelmente atinge objectivos maiores com menos idade?
E ainda nos chamavam geração 'rasca'... Nós éramos mais a geração 'à rasca', isso sim. Sempre à rasca de dinheiro, sempre à rasca para passar de ano, sempre à rasca para entrar na universidade, sempre à rasca para tirar a carta, para o pai emprestar o carro. Agora não falta nada aos putos.
Eu, para ter um mísero Spectrum 48K, tive que pedir à família toda para se juntar e para servir de presente de anos e Natal, tudo junto.
Hoje, ele é Playstation, PC, telemóvel, portátil, Gameboy, tudo.
Claro, pede-se a um "chavalo" de 14 anos para dar uma volta de bicicleta e ele pergunta onde é que se mete a moeda, ou quantos bytes de RAM tem aquela versão da bicicleta.
Com tanta protecção que se quis dar à juventude de hoje, só se conseguiu que 8 em cada 10 putos sejam cromos.
Antes, só havia um cromo por turma. Era o totó de óculos, que levava porrada de todos, que não podia jogar à bola e que não tinha namoradas.
É certo que depois veio a ser líder de algum partido, ou gerente de alguma empresa de computadores, mas não curtiu nada.

(Nota: ...os chocolates não eram gamados no 'Pingo Doce'... Ainda se chamava 'Pão de Açúcar'!!!).