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Perfume



Vida em câmara lenta,
Oito ou oitenta,
Sinto que vou emergir,
Já sei de cor todas as canções de amor,
Para a conquista partir.

Diz que tenho sal,
Não me deixes mal,
Não me deixes…

No livro que eu não li,
No filme que eu não vi,
Na foto onde eu não entrei,
Noticia do jornal
O quadro minimal… Sou eu…

Vida á média rés,
Levanta os pés
Não vás em futebois, apesar…
Do intervalo, que é quando eu falo,
Para não me incomodar.

Diz que tenho sal,
Não me deixes mal,
Não me deixes…

No livro que eu não li,
No filme que eu não vi,
Na foto onde eu não entrei,
Noticia do jornal
O quadro minimal… Sou eu…

Não me deixes já
Historia que não terminou
Não me deixes…

No livro que eu não li,
No filme que eu não vi,
Na foto onde eu não entrei,
Noticia do jornal

O quadro minimal… Sou eu…
No livro que eu não li,
No filme que eu não vi,
Na foto onde eu não entrei,
Noticia do jornal
O quadro minimal… Sou eu…

Fado do Ladrão Enamorado...

Como prometido, mais um pequeno apontamento musical...

Desta vez, Rui Veloso, para que o DeFreitas - enorme blogger que ainda não tive o prazer de conhecer - recorde nostalgicamente os seus 70's e 80's...

"Sei de um rio"

Vou "dar música" às Mulas de quando em vez...
Perdoem-me, antecipadamente, o meu gosto musical...



O melhor do Sporting

Não, não é o "Tiuí", nem sequer o "Postiga"...
É esta menina, de nome também esquisito, filha do adjunto do Paulo "Com Tranqilidade" Bento...
De sua graça, "Rita Redshoes"...
E canta assim!

A doçura de ser feliz

Eu não sei o que vi aqui, eu não sei pra onde ir (...)
Eu não sei pra onde o mundo vai, neste breu vou sem rumo
Só sei que o mundo vai de lá pra cá, andando por ali, por acolá
Querendo ver um sol que não chega
Querendo ter alguém que não vem
Cada um sabe do gosto que tem, seus jardins ...
De que adianta a espera de alguém?
Cada um pode com a força que tem
Na leveza e na doçura de ser feliz

Vanessa da Mata

Stacy Kent


Vou á Casa da Música ouvir a voz mais bonita do Jazz actual, para mim, claro. Quem quer ir comigo?

Um homem também chora

Um homem também chora, menina morena também deseja colo,
palavras amenas precisam de carinho, precisam de ternura,
precisa de um abraço da própria candura guerreiros são pessoas tão fortes,
tão frágeis guerreiros são meninos no fundo do peito precisam de um descanso,
precisam de um remanso precisam de um sono que os torne refeitos
é triste ver esse homem, guerreiro, menino com a barra de seu tempo
por sobre os ombro seus vejo que ele berra, eu vejo que ele sangra a dor que tem no peito,
pois ama e ama o homem se humilha se castram seus sonho seu sonho é sua vida
e vida é o trabalho e sem o seu trabalho, o homem não tem honra e sem a sua honra,
se morre, se mata não dá pra ser feliz, não dá pra ser feliz não dá pra ser feliz,
não dá pra ser feliz

Gonzaguinha

Cantem comigo

Quando você vem com essa cara
De menina levada para a brincadeira
Dá-me um arrepio na pele
Sinto água na boca para ficar com você

Você não tem um pingo de vergonha
E todo homem sonha ter alguém assim,
Realizando minhas fantasias
Taras e manias
Você vem pra mim

Uma lady na mesa uma louca na cama
Na maior safadeza você diz que me ama
E na minha cabeça desvario e loucura,
Quando você começa ninguém mais a segura

E mexe remexe se encosta se enrosca
Se abre se mostra pra mim
Ma agarra me morde me arranha
Não mude que eu quero você sempre assim

Quem canta esta canção?

VAMBORA


Entre por essa porta agora
E diga que me adora
P´ra mudar a minha vida
Vem vambora
Que é o que você demora
É o que o tempo leva
Ainda tem o seu perfume pela casa
Ainda tem você na sala
Porque meu coração dispara
Quando tem seu cheiro
Dentro de um livro
Dentro da noite veloz
Ainda tem seu perfume pela casa
Ainda tem você na sala
Porque meu coração dispara
Quando tem seu o cheiro
Dentro de um livro
Nas cinzas das horas.

Adriana Calcanhoto

E tudo passa, tudo passará...

Só encontra a felicidade, quem dá o seu coração...

Excerto de uma música velhinha do Nelson Ned. Quem se lembra?

Something beautiful

I wanna make
Something beautiful
For you and from you
To show you
To show you
I adore you
Oh you

And your journey
Toward me
Which I see
And I see
All you push through
Mad for you
And because of you

Sinead O'Connor

HAJA O QUE HOUVER


Haja o que houver,
Eu estou aqui.
Haja o que houver
Espero por ti.
Volta no vento
Ó meu amor,
Volta depressa por favor.
Há quanto tempo
Já esqueci
Porque fiquei
Longe de ti
Cada momento
É pior
Volta no vento,
Por favor.
Eu sei, eu sei,
Quem és para mim.
Haja o que houver
Espero por ti.

Madredeus

Canção

Quando estás ao pé de mim, fico na lua e só as estrelas sabem que sou tua.

Adelaide Ferreira

Há palavras especiais... as que morrem por amor :)

Há palavras que nos salvam
São palavras especiais
Que nos calam, nos embalam
Que nos tocam por demais.
Há que dize-las baixinho
Há que senti-las na voz
Que escutá-las com carinho
Que deixá-las p'lo beicinho.
Chega mais ao pé de mim
E repete por favor
As palavras que me faltam
diz-me assim.
Faz-me tão bem
Faz-me tão bem
Quando dizes que me queres
Só a mim... mais ninguém!


HAJA O QUE HOUVER

Haja o que houver,
eu estou aqui.
Haja o que houver,
espero por ti.
Volta no vento,
Ó meu amor,
volta depressa
por favor.
Há quanto tempo
já esqueci
Porque fiquei
Longe de ti.
Cada momento
é pior,
Volta no vento,
por favor.
Eu sei, eu sei,
Quem és para mim.
Haja o que houver
espero por ti.

Madredeus

Chuva


As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir

Há gente que fica na história
da história da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir

São emoções que dão vida
à saudade que trago
Aquelas que tive contigo
e acabei por perder

Há dias que marcam a alma
e a vida da gente
e aquele em que tu me deixaste
não posso esquecer

A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera

Ai... meu choro de moça perdida
gritava à cidade
que o fogo do amor sob chuva
há instantes morrera

A chuva ouviu e calou
meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade

Letra: Jorge Fernando
Canta: Marisa

As Baleias


Seus netos vão te perguntar em poucos anos
Pelas baleias que cruzavam oceanos
Que eles viram em velhos livros ou nos filmes dos arquivos
Dos programas vespertinos de televisão
O gosto amargo do silêncio em sua boca
Vai te levar de volta ao mar e a fúria louca
De uma cauda exposta aos ventos em seus últimos momentos
Relembrada num troféu em forma de arpão

Erasmo Carlos e Roberto Carlos, As Baleias (1981)

Casa comigo Marta


Chamava-se ela Marta
Ele Doutor Dom Gaspar
Ela pobre e gaiata
Ele rico e tutelar

Gaspar tinha por Marta
uma paixão sem par
Mas Marta estava farta
mais que farta de o aturar

- Casa comigo Marta
Que estou morto por casar
- Casar contigo, não maganão
Não te metas comigo, deixa-me da mão

- Casa comigo Marta
Tenho roupa a passajar
Tenho talheres de prata
Que estão todos por lavar

Tenho um faisão no forno
e não sei cozinhar
Camisas, camisolas,
lenços, fatos por passar

Casa comigo Marta
Tenho roupa a passajar
- Casar contigo, não maganão
Não te metas comigo deixa-me da mão

- Casa comigo Marta
Tenho acções e rendimentos
Tenho uma cama larga
Num dos meus apartamentos

Tenho ouro na Suíça
e padrinhos aos centos
Empresto e hipoteco
e transacciono investimentos

Casa comigo Marta
Tenho acções e rendimentos
- Casar contigo, não maganão
Não te metas comigo deixa-me da mão

- Casa comigo Marta
Tenho rédeas p´ra mandar
Tenho gente que trata
De me fazer respeitar

Tenho meios de sobra
p´ra te nomear
Rainha dos pacóvios
de aquém e além mar

Casas comigo Marta
Que eu obrigo-te a casar
- Casar contigo, não maganão
Só me levas contigo dentro de um caixão


Letra: Sérgio Godinho
Música: José Mário Branco
( " Mudam-se os tempos mudam-se as vontades" )

Queixa das almas jovens censuradas

Dão-nos um lírio e um canivete
E uma alma para ir à escola
Mais um letreiro que promete
Raízes, hastes e corola

Dão-nos um mapa imaginário
Que tem a forma de uma cidade
Mais um relógio e um calendário
Onde não vem a nossa idade

Dão-nos a honra de manequim
Para dar corda à nossa ausência.
Dão-nos um prémio de ser assim
Sem pecado e sem inocência

Dão-nos um barco e um chapéu
Para tirarmos o retrato
Dão-nos bilhetes para o céu
Levado à cena num teatro

Penteiam-nos os crâneos ermos
Com as cabeleiras das avós
Para jamais nos parecermos
Connosco quando estamos sós

Dão-nos um bolo que é a história
Da nossa historia sem enredo
E não nos soa na memória
Outra palavra que o medo

Temos fantasmas tão educados
Que adormecemos no seu ombro
Somos vazios despovoados
De personagens de assombro

Dão-nos a capa do evangelho
E um pacote de tabaco
Dão-nos um pente e um espelho
Pra pentearmos um macaco

Dão-nos um cravo preso à cabeça
E uma cabeça presa à cintura
Para que o corpo não pareça
A forma da alma que o procura

Dão-nos um esquife feito de ferro
Com embutidos de diamante
Para organizar já o enterro
Do nosso corpo mais adiante

Dão-nos um nome e um jornal
Um avião e um violino
Mas não nos dão o animal
Que espeta os cornos no destino

Dão-nos marujos de papelão
Com carimbo no passaporte
Por isso a nossa dimensão
Não é a vida, nem é a morte


Natália Correia

Musicado e cantado por José Mário Branco in
"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades"

imagem in sarava.org

Amanhã de manhã

Fecha a porta, apaga as luzes
Vem deitar-te a meu lado
Dá-me um beijo e o meu desejo
Vai ficar acordado

Vem amor, a noite é uma criança
E depois quem ama por gosto não cansa
Amanhã de manhã

REFRÃO:
Vamos acordar e ficar a ouvir
A rádio no ar, a chuva a cair
Eu vou-te abraçar e prender-te então
No corpo que é teu, na cama, no chão
Os nossos lençóis e a colcha de lã
Eu vou-te abraçar amanhã de manhã

Fecha os olhos, esquece o tempo
Nesta noite sem fim
Abre os braços, acende um beijo
Fica dentro de mim

Vem amor, a noite é uma criança
E depois quem ama por gosto não cansa
Amanhã de manhã

P.S. Quem cantava?