Chorar é não caber em palavras. Sejam as da alegria ou tristeza, elas fazem parte de nossos oceanos internos, independemente das marés. Verter essa água é a chance que Deus nos dá para que o pó não se aloje, nem nas nossas almas, nem nos nossos corações. Porque a maior necessidade é esta: reconhecer e suprir limitações... Uns ajustam velas, outros brigam com o mar, outros ainda com o vento, enquanto vão afogando o que sentem e o que insistem racionalizar... Às vezes, o maior desafio é oxigenar o entendimento para restabelecer a respiração. Boiar um pouco, e seguir, mas nadar ou remar, só por fora e esquecer-se de si como se âncora fosse, porque nada se deve forçar...não há ventos, não hà velas, não ha mastros, nem barcos, há almas que sabem que chorar é não caber em palavras.

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