Metáfora vem do grego «metaphorá», «transporte» - dizem que o termo aparece, por exemplo, já em Isócrates e em Aristóteles... Pois, lá vou eu a Aristóteles! Que considera a alegoria nada mais que uma “metáfora continuada” na Retórica (Livro III, 1405a, 3 -15). E que na Poética considera que "consiste no transportar para uma coisa o nome de outra, ou do género para a espécie, ou da espécie para o género, ou da espécie de uma para a espécie de outra ou por analogia". A metáfora era considerada como a epífora do nome, ou seja, a transposição de um nome diferente, que designa algo distinto. No fundo, a teoria aristotélica é a percursora da que virá a designar-se teoria substitutiva, na medida que encara a metáfora como um empréstimo, de outro domínio, a um termo que vem ocupar o lugar de outro com um significado literal. Quintiliano apresenta a ideia de que a metáfora é uma comparação abreviada - e que consiste em tirar a palavra do lugar que lhe é próprio e conduzi-la, segundo uma relação de semelhança, para um lugar que lhe é estranho.

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