Um dia, soltei, soltei palavras ao vento
que o destino destinado em cheiro perfumado
me soprava em fumo pousado por embarcadiços
de terras sem fronteiras
que lá parados olhavam o horizonte
vagueando nos sonhos perdidos.
Um dia soltei, soltei palavras nuas de flores revestidas em manto de seda e nadei, nadei nua nas ondas do mar.
Um dia seguiram livres e de repente como vida viessemvinham abraçar longamente o marcom gosto a terra e sangue em cada sílaba
e um dia,
naquela ilha doce em pleno Inverno
nadei, nadei nua nas ondas do mar
e de repente, livres
elas vieram tão quentes
que me queimaram minhas flores ao peito
e senti uma felicidade imensa . . .
...
Ana Pereira

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