
Jackson Pollock
De amor, falo eu...
Falo de amor
A preceito, do erigido e edificado
Elemento portentoso esse, que desdenhais com vigor
Sabiamente, com pena da compaixão lavada em lágrimas, subverteis os valores com ternura
Que rejeitais amor em todos os acordares, de tão vil facto, não tenho dúvidas
Evocais a razão, desejando o simples calor de uma mão
Que doença é essa que vos toma?
Em nome de quem sucumbirá?
Morrei em paz, reencarne-se somente o amor em alma e o corpo em cão
Sorrio para vós como um louco de verão
Delicadamente deixo passar um fio de vento por entre os lábios
Sussurro-vos mais um segredo mortal
Enquanto suavemente num braço vos toco
Despertam-se-me as ânsias carnais,
Em candura latejante vos proclamo
Que infelicidade tamanha essa, o não conseguir amar
Envolto por heras carnívoras
Emaranhado em dúvidas sanguinolentas
Impregnado pelo pútrido odor do indivíduo adulto
Infeliz por não conseguir querer ser feliz
Adormece o amor, exausto, em enseada deserta
Sentes-te feliz, ò infeliz?
A balança é-o
E vós sereis digna de um fiel?
Carregais tamanha culpa ao colo, que a vergonha vos desnuda levianamente a honra
Bigorna!
Esquartejei-vos o corpo
Dilacerei-vos rapidamente
Esventrei-vos pungentemente
Violei-vos a mente com sonhos, palavras, actos e omissões
Não o fiz por mal, apenas por prazer
Apenas por prazer..
Por prazer..
Prazer...de amar!

0 koices:
Enviar um comentário