Dizem que nunca nos esquecemos do 1º amor,...pois, nem do primeiro nem dos que se seguem, mas o 1º, tem, de facto, um sabor especial, o sabor da primeira experiência afectiva que não envolve laços familiares e que, por isto mesmo, é inesquecível, sem que seja obrigatoriamente "marcante"...
Tempos houve (como é óbvio, só posso falar dos meus tempos de adolescente; agora, parece que é tudo bem diferente) em que se sabia, por intermédio de amigos, que havia alguém interessado em conhecer-nos e que, de imediato, nos obrigava a prestar uma atenção diferente...Atrás dos pavilhões da escola, juntavam-se os grupos de amigos e, quase que naturalmente, o casalinho ía-se afastando ligeiramente...Depois da troca de algumas palavras, surgia a tentação do 1º beijo e, depois de dado (hiarrk, lembro-me que odiei o meu primeiro beijo), começavam os passeios de mão dada (sempre em horário escolar) que terminavam em despedidas fugazes (não fosse o pai ou a mãe ver ao toque de saída)...
Em casa, aumentavam os sermões na mesma proporção da conta telefónica e os inquéritos íam surgindo muito subtilmente...
Nunca mais me esqueço quando uma vez (tinha eu uns 15 anitos) o meu pai me disse, mais ou menos, qualquer coisa como isto: "Este é o nosso castelo, eu sou o rei e tu a minha princesa, por isso, não vai ser qualquer um que vai entrar no nosso reinado" (sempre metafórico, este meu pai,...)
São tempos que deixam saudades e que jamais esqueceremos,...
E vocês, ainda se lembram do vosso 1º amor?
Beijocas!

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