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O Natal está aí...(Parte II)

Não sei se foi por me ter dedicado aos enfeites de Natal na minha casa, mas parece que inevitavelmente comecei a viver todo este espírito de forma mais intensa...
Para mim tem, de facto, um significado muito especial que gosto de viver de duas formas: em família e sozinha.
Quem conhece a minha família alargada, sabe que nesta quadra nos juntamos todos, comemos e bebemos à fartazana, cantamos, gritamos, apelamos ao histerísmo infantil com uma chamada que cai sempre do Pai Natal a dizer que está mesmo a chegar e ordenamos, com um "queremos ver", o rasganço eufórico do papel de embrulho que recobre os presentes, sempre distribuídos por dois dos presentes (tarefa ingrata para os mais velhos e aliciante para os mais pequenitos). A parte extasiante dá-se quando, em uníssono, se grita: "lopes, lopes, queremos envelopes" (isto, para a jovem camada dos membros recém-empregados ou estudantes que estão sempre disponíveis à recepção de uns euros).
De qualquer forma, depois de todo este clima eufórico, não há nada que pague o sossego tranquilo do aconchegado lar, ao som de Frank Sinatra, iluminado com pequenas velas e pelas luzes da árvore de Natal que permitem ver a sombra de uns anjitos dourados que, religiosamente, todos os anos, nela penduro. É, nesta altura, que consigo reflectir sobre o significado que o Natal tem para mim, nunca me esquecendo daqueles que não o têm...
Viva o Natal! Feliz Natal!