Um Poema é um composto de relâmpagos de linguagem que nos permite quebrar o vidro fosco do tempo e descrever as cores e a vibração das almas. Há poemas que matam e poemas que curam. Alguns salvam e assassinam no mesmo verso - e esses, acreditem, são sempre poemas de amor.
Há quem diga que os tempos que correm são adversos à poesia e que os poetas estão cada vez mais exilados numa ilha de silêncio e indiferença. Ora, o tempo nunca esteve para a poesia, porque esta está sempre além do seu próprio tempo. A Poesia é uma barragem contra a desumanidade. O Amor à Poesia não se aprende - nada do que é verdadeiramente fundamental na vida se aprende - mas pode contagiar-se.
Um dia a febre da melancolia transforma-se na enxaqueca do tédio, um dia chamamos pudor ao pavor e juramos que nunca mais havemos de chorar. O Poeta sobrevive a estas juras. Ele morre e ressuscita. Ele expôe-se, sentindo!
Há quem diga que os tempos que correm são adversos à poesia e que os poetas estão cada vez mais exilados numa ilha de silêncio e indiferença. Ora, o tempo nunca esteve para a poesia, porque esta está sempre além do seu próprio tempo. A Poesia é uma barragem contra a desumanidade. O Amor à Poesia não se aprende - nada do que é verdadeiramente fundamental na vida se aprende - mas pode contagiar-se.
Um dia a febre da melancolia transforma-se na enxaqueca do tédio, um dia chamamos pudor ao pavor e juramos que nunca mais havemos de chorar. O Poeta sobrevive a estas juras. Ele morre e ressuscita. Ele expôe-se, sentindo!
Inês Pedrosa

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