
Ao assistir a uma missa, recentemente, deparei com um cenário que me chocou. A igreja não estava vazia, estava até muito bem composta, mas o que me chocou foi ver muitas cabeças com cabelos brancos na sua esmagadora maioria. Os jovens não estavam lá.
Ora uma igreja sem juventude é prenúncio de projecto sem continuidade. Ora, concerteza que as entidades clericais já se debruçaram sobre o problema o que desconheço é se já encontraram solução. A religião é o parceiro de um todo que na medida exacta do nem sal a menos nem sal a mais, se deseja actual, activa, chamativa e moderna, mas que já não estará ao alcance de todos porque os padres na sua missão de evangelizar abdicaram da formação e não estão na sua grande maioria preparados para enfrentar os novos problemas. A velha receita, do "rezas 2 avé marias e 3 padres nossos" não tem paracetemol. Já não funciona.
A mim, parece-me, que enquanto a igreja não for atractiva para uma espiritualidade mais lata e não confinada a padrões de rigidez ultrapassada, o risco é deixar de ver cabeças com cabelos brancos nas igrejas, sem substituição e por consequência, vazias.
Por vezes, pergunto-me, o que faria com que eu voltasse a ser um católico participativo e a resposta para mim é simples. Se fosse abordado por alguem da igreja que me conquistasse para acções de voluntariado admitia ser mais participativo. Detesto sentir-me passivo nos rituais litúrgicos. Mas tambem sei que posso esperar sentado, porque a velha igreja de Roma assente nos seus dogmas dir-me-ia, "Homem de pouca fé, tens de sentir dentro de ti as linguas de fogo do Espírito Santo, blá blá blá"...o que falta mesmo na Igreja e um pouco por todo o mundo é quem saiba exercer o magistério da liderança e quando assim é, os rebanhos ficam tresmalhados á espera da boa nova e tantas vezes espera de quem não vem.

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