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O exílio


No meu exilio, confirmei o que sempre soubera Fiquei sem a côrte que me venerava, mas ganhei em qualidade alguns dos amigos que tinha e outros que o exilio me trouxe. Um deles foi o Rui. O Rui é um homem interessante, sensato, com sentido de humor e que não raro dia é aquele que não me faz uma visita. Faz me companhia. É como um irmão. Foi ao Brasil e trouxe me uma lembrança. Nunca fiz nada para o merecer a não ser apreciar o seu gesto fraterno para comigo. Ganhei amizade com ele. Espero retribuir quando acabar o meu exílio. Outro foi o António. Nunca se afastou de mim. Nunca teve "medo" nem escondeu que era meu amigo. Almoço com ele há anos todas as sextas feiras. É um amigo de peso sempre fiel e leal.

Há tambem aqueles que diáriamente nos falam telefónicamente a perguntar se está tudo bem e ainda aqueles que deixaram de aparecer, deixaram de telefonar e ainda bem, digo eu, porque esses eram a poluição em pessoa.

Agora tenho mais oxigénio e melhor amizade. Refazer a vida a partir do exí­lio, pode ser duro, mas dá uma endurance incrível. O ex­ílio pode ser uma oportunidade fantástica, para refazeres uma experiência de vida absolutamente imperdivel. O exílio ensinou-me a ser livre.